O “jejum de dopamina” não existe. Seu cérebro não se acostuma de fato à liberação de dopamina. Nem precisa de intervalos para se livrar dela
O “jejum de dopamina” não existe. Seu cérebro não se acostuma de fato à liberação de dopamina. Nem precisa de intervalos para se livrar dela. No entanto, um desenvolvimento relativamente novo no funcionamento humano é a capacidade de receber grandes quantidades de dopamina, que é a substância química da recompensa, por meio de atividades que não servem a nenhum propósito funcional em termos de sobrevivência ou de avanço em direção a objetivos. Estou falando, portanto, de atividades como jogar videogame, navegar impulsivamente nas redes sociais, fazer compras, apostar ou usar drogas ou álcool. Todas essas são coisas que, no momento, proporcionam uma gratificação muito intensa, mas, a longo prazo, normalmente não nos aproximam de nossos objetivos nem se alinham com nossos valores de vida e, em alguns casos, talvez até nos afastem deles em um ecossistema mental que funcione de maneira ideal. A atividade que traz a maior recompensa é também a de maior valor, o que...